Ornatos Violeta

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Para afastar os devaneios eróticos do nosso amigo Dead_Man_26_11_06, aqui fica uma mostra daquela que é na minha opinião a melhor coisinha que o rock português produziu: Ornatos Violeta. Do álbum, "O Monstro Precisa de Amigos", "Chaga".

Enfim...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

"E quando vejo o Bambi na televisão em vez de chorar fico com tesão"

Domingo um dia de Ressaca...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Bem sei que hoje é segunda-feira...

A ressaca é uma síndrome, um conjunto de sintomas, que indica que houve uma intoxicação causada pela ingestão excessiva de álcool. As características mais comuns são: tremores, enjôos, dor de cabeça, fadiga combinadas com a redução na concentração e velocidade de pensamento e raciocínio. Esses sintomas são decorrentes de uma série de alterações no corpo, especialmente no fígado, cérebro, coração, rins e sistema nervoso.

MAs foi bom saber que mesmo com ressaca tenho erecções... por isso, não é tudo afectado!!!

My Bloody Valentine

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Atendendo ao dia e porque estamos na onda de postar aqui uns videozitos...My Bloody Valentine

Penguin Cafe Orchestra

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Voltemos então aos antípodas. Desta vez fica uma pequena amostra dos Penguin Cafe Orchestra (uma coisa que gosto de ouvir quando estou emocionalmente nos antípodas de quando oiço Jeff Buckley). Para não variar, o cérebro dos Penguin Cafe Orchestra, Simon Jeffes, também já morreu pelo que, quem não os viu (com Simon Jeffes) também já não vai ver - um dia destes escrevo qualquer coisa sobre outro Dead Man, David McComb o incontornável líder dos Triffids. Eu tive o previlégio de ver os Penguin Cafe Orchestra na Aula Magna em 1995 e posso dizer-vos que foi do melhor que vi até hoje. Aqui ficam então duas pequenas amostras.



Concerto!!

Caros Camaradas de blog... o concerto ontem foi bom, eu diria muito bom mesmo.
Fiquei surpreendido com a segunda banda Suicide Silence... nunca os tinha visto, nem se quer conhecia a banda, o facto curioso é que o vocalista parecia o Bruno Nogueira a guinchar que nem um porco.
O meu medo nos concertos deste tipo de bandas é o som, mas ontem esteve impecável.
Os cabeças de Cartaz Behemoth estiveram em alto nível.
E para alegria do povo esta quinta temos mais um concerto, não de Black metal mas de Grindcore.
A banda cabeça de cartaz é Brutal Truth (http://www.brutaltruth.com/brutal_truth/), uns rapazes de Nova york que se voltaram a reunir para uma tour de bailarico ao longo da europa e outros continentes.
Mas o que me entusiasma também é o facto da banda portuguesa de grindcore Namek (http://www.myspace.com/namekgrind) ir abrir este concerto, já os vi ao vivo e gostei.
Bem sei que isto não é o estilo musical do pessoal do blog, mas mais uma vez deixo o convite para amanhã dia 14 de fevereiro, quem quiser aparecer é mais um para o headbang.
E como aqui me dão a conhecer coisas novas, diferentes e bonitas também eu vou deixar aqui um cheirinho destas duas bandas... que de bonito não têm nada.
Abraço camaradas!!!

Brutal truth



Namek

Cristina Branco

Não! Não é um convite para um concerto (infelizmente) e também não se trata de uma banda de black metal. Nos antípodas disso. Digam lá que esta sra. não é absolutamente ... (desculpa!!!)



A puta da vida II

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Há mais de 20 anos escrevi isto. Por isso mesmo tem os defeitos da idade. Escrevi-o num pedaço de papel e desapareceu. Miraculosamente apareceu agora. Não sei porquê pareceu-me adequado o momento. É uma história daquelas que acabam mal. Acontece a todos AMIGO.

Dança dos Corpos Nus

Os nossos corpos dançavam
As ondas batiam lentamente
E os lábios que se tocavam
E as mãos que se apertavam
Ávidas da semente
E o mar batia repetida e tristemente
As estrelas, essas brilhavam
E os nossos corpos dançavam

Nus, eles dançavam
Envoltos numa névoa de alegria
E as estrelas, essas brilhavam
As ondas aumentavam
E o mar agora, rugia
“Vai nascer um novo dia”
As mãos desesperavam
E os nossos corpos dançavam

Nus, eles dançavam
Até a Lua adormecer
Quando as estrelas já não brilhavam
E ondas fortes gritavam
“Está aí o amanhecer
Acordem! O vosso sonho vai morrer”
Os sexos desesperavam
E os nossos corpos dançavam

Nu, o meu corpo dançou
Até á última nota, ao último gemido
A noite nunca mais poisou
Nem uma estrela mais, brilhou
E ondas…em ruído
“Esse amor está perdido”
O sangue, esse gelou
Mas o corpo ainda lutou

E nus, eles ficaram
Frios…
Sentados esperaram

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Boas Caros camaradas do blogue!!!
É só para avisar que amanhã é dia de concerto, e venho aqui deixar um convite ehehehehe...
Para quem gosta de Black Metal, amanha por volta das 20h no cine-teatro do Ginásio Clube Corroios vai actuar a Banda polaca Behemoth (http://www.behemoth.pl/).
E não, Black Metal não é o meu género musical preferido, mas estes rapazes no seu estilo são do melhor que há e lá vou eu mais uma vez extravazar demónios interiores. E aqui deixo um cheirinho de Behemoth.



Espero que gostem ou detestem ehehehehehe. Abraços

Histórias de Lobos

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Portugal de há 50/60 anos era bem diferente do de hoje. Não havia internet e portanto eu não poderia escrever esta história aqui. Mas não haviam muitas outras coisas. Outras por sua vez, nunca mudaram. Por essa altura os filhos dos nossos avós, não recebiam o tratamento que nós concedemos aos nossos filhos nem tão pouco o tratatmento que os nossos pais nos deram. Todos sabemos que deve ter sido bem diferente. Pois bem, esta é uma história bem simples do quotidiano de um português típico no final dos anos 40 (no pós-guerra, portanto). Era 9.30 da noite. A aldeia preparava-se para adormecer. Na verdade quase toda a aldeia. O Sr. Manuel preparava a sua junta de vacas, a Morena da direita, sempre dourada e a Mourisca, a da esquerda, sempre mais escura - religiosamente as vacas eram compradas com este critério e ensinadas a trabalhar á esquerda ou á direita consoante a sua coloração. Tinha um carregamento para entregar numa cidade a 40 km, o dinheiro era precioso, já naquele tempo e a noite era um tempo que havia que aproveitar. Preparava-se para partir. O seu primogénito estava de férias da escola, havia passado para a 3ª classe com muito boas informações da professora. Era a companhia ideal para a viagem. Preparavam-se os dois para partir. Haveriam de viajar umas três horas até uma quinta que ficava no caminho. Aí pernoitariam num local abrigado que encontrassem. Diziam as lendas que os kilómetros seguintes eram perigosos pois um perigoso bandido, Dom Fuas Roupinho, costumava vaguear por aquelas bandas.Partiram, sentados na carroça, com o Sr. Manuel ao comando. A junta seguia os trilhos iluminados apenas pelas estrelas, virando á esquerda ou á direita sempre por resposta á voz do comandante: "xó Morena"! E o conjunto deslocava-se para a direita desviando-se daquele afloramento granítico que se atravessava na quelha. Passadas algumas horas, chegaram enfim ao local escolhido para pernoitar. Estenderam as mantas, acenderam o lume e o Sr. Manuel contava ao filho histórias de lobos num tom ternurento, raro, que a vida dura não lhe permitia esses desvarios muitas vezes. Eis que nesse momento, vindos do nada três enormes lobos se aproximam do local. Seguiram-se momentos de grande tensão. Os lobos obviamente estavam mais interessados na junta de vacas do que no Sr. Manuel e no seu filho. Aquele cabia proteger o menino mas também a junta, afinal tratava-se do seu ganha pão. Os lobos e o homem trocaram olhares receosos. Ele pegou no seu machado na esperança de poder conter qualquer investida dos animais. Eles rondaram o local, uma e outra vez, sempre a uma distância segura. Por fim afastaram-se. O menino assustado acabaria por adormecer algum tempo depois vencido pelo cansaço. O Sr. Manuel, esse, passaria a noite toda com um olho aberto e outro fechado, não fossem os lobos voltar. No dia seguinte prosseguiriam a jornada. O menino não mais voltaria a ver lobos. Daí a 2 anos iria para a cidade, aprender um ofício que a vida do campo não era o desejo dos seus pais. O Sr. Manuel esse contiuaria a sua vida. Hoje um chão para lavrar, amanhã uma carga de palha para transportar. Por muitos anos foi assim. Portugal era bem diferente nesse tempo.

Rios

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Os rios nascem habitualmente nas montanhas e assumem a forma de pequenos riachos ou barrancos. Pouco caudalosos, estreitos e frequentemente turbulentos. No seu percurso encontram outros pequenos riachos a quem se juntam e com quem convivem. Á medida que o seu leito vai perdendo inclinação, tornam-me menos tumultuosos, crescem em volume de água, enfim tornam-se adultos. Na maior parte das vezes, encontram outro rio igualmente mais tranquilo com o qual partilham o percurso. Aqui e ali um ou outro riacho ou barranco junta-se aos rios que correm então lado a lado. Mas, por vezes o leito ganha alguma inclinação e estreita. Subitamente o percurso torna-se tumultuoso de novo, formam-se os rápidos e em casos extremos as quedas de água. Em geral são espectáculos deslumbrantes, mas logo de seguida o rio volta ao seu percurso pachorrento. Finalmente aproxima-se a foz. Imediatemente antes da o rio desemboca num estuário onde lentamente de espraia até ao mar. Finalmente o rio diluí-se e desaparce. A sua água, um dia será chuva de novo, voltará a correr por um qualquer leito de forma tumultuosa, calma, pontualmente tumultuosa e por fim chegará de novo ao mar.

Os 7 Marcos!!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

1. Teísta Convicto, 100 por cento de probabilidade da existência de Deus. Nas palavras de C.G. Jung «eu não acredito, eu sei.»

2. Grande probabilidade, mas aquém dos 100 por cento. Teísta de facto. « Não posso ter a certeza, mas acredito firmemente em Deus e vivo a minha vida no pressuposto de que ele existe.»

3. Acima dos 50 por cento, mas não muito elevada . Tecnicamente Agnóstico, mas a tender para o teísmo. « Estou muito indeciso mas inclinado a acreditar em Deus.»

4. Exactamente 50 por cento. Agnóstico completamente imparcial. « A existência e a não existência de Deus são exactamente equiprováveis.»

5. Abaixo dos 50 por cento, mas não muito. Tecnicamente agnóstico, mas a tender para o ateísmo. « Não sei se Deus existe mas inclino-me para o cepticismo.»

6. Probabilidade muito baixa, mas acima de zero. Ateu de facto. « Não tenho a certeza, mas acho muito improvável Deus existir e vivo a minha vida no pressuposto de que não existe.»

7. Ateu convicto. « Sei que Deus não existe, com a mesma convicção com que Jung "sabe" que existe.»


Retirado da Obra A Desilusão De Deus de Richard Dawkins.

Qual é o teu marco???

"My Sweetheart the drunk"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

De tempos a tempos pego na obra de Jeff Buckley e toca de ouvir tudo de empreitada. Muitas vezes seguidas. Na verdade não é muita coisa. Grace, é o único album de originais publicado durante a sua vida. Sketches for my sweetheart the drunk que devia ser só My sweetheart the drunk foi publicado já após a morte de Jeff Buckley. Há mais umas compilações e alguns registos ao vivo, mas o essencial resume-se a isto.
Ouvir Jeff Buckley não é fácil, pelo menos para mim. É preciso estado de espírito. Tudo me transporta para uma melancolia a roçar o desespero. Buckley tem uma doce melancolia que transparece por exemplo numa das melhores canções que alguma vez ouvi (Last Goodbye)

This is our last goodbye
I hate to feel the love between us die
But it's over
Just hear this and then i'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know
This is our last embrace
Must I dream and always see your face
Why can't we overcome this wall
Well, maybe it's just because i didn't know you at all
Last Goodbye – Jeff Buckley


Noutros momentos, a melancolia torna-se inocente, mas igualmente bela, desesperada e ternurenta (Morning Theft)


Meet me tomorrow night
Or any day you want I have no right to wonder
Just how, or when
You know the meaning fits
There's no relief in this
I miss my beautiful friend
I have to send it away
To bring her back again.
Morning Theft – Jeff Buckley

Há momentos alucinantes. Tumultosos mesmo. Os sentimentos misturam-se, a cena ganha velocidade, de repente estamos no fim. Não captámos tudo, temos de voltar atrás e tentar de novo (Vancouver)

This dream you've ridden on
Turns your world to explosions
You need to be alone
To heal this bleeding stone
Now, smell the rain of London it still insists
That we beg for our purity
As if we are pure in the rain of our contentment
As if I can think of this no more.
Vancouver – Jeff Buckley

Mas há também o lado premonitório. Na verdade muita coisa em Jeff Buckley é premonitória. Buckley morreu afogado nas ondas do Mississipi. Um dia apeteceu-lhe mergulhar no rio. Nightmares by the sea parece falar do que estaria para acontecer.


Stay with me under these waves, tonight
Be free for once in your life tonight
Nightmares by the sea – Jeff Buckley


Be free for once in your life tonight. Mesmo que “ser livre” lhe possa ter custado a vida, não deixo de encontrar algum fascínio na ideia. Esta ideia de que, nem que seja por um momento, nada importa a não ser o momento em si, sem consequências, sem a responsabilidade de sonhar, é qualquer coisa que não está ao alcance de todos. Só dos loucos? Talvez. Mesmo assim, be free for once in your life.

Os homens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A dona do café sussurrou-me por trás do balcão: “Não gosto nada de ver estes grupos de homens aqui”. Olhei para o lado e eram 3 homens, normais, normalíssimos. Olhei interrogativamente e ela, sem som, apenas com os lábios disse-me a palavra. Os empregados de mesa trocaram comentários surdos com os clientes sentados. A cigana escondeu os óculos Dhristian Cior e Armanini que lamuriosamente impinge matinalmente aos clientes. Nas mesas os clientes limparam migalhas de forma nervosa e toda a gente se assegurou da sua compostura, de que tudo na mesa estava como devia ser. Eu própria verifiquei se tinha o pãozinho com manteiga bem enrolado num guardanapo limpinho e se estava a mexer o café com a rotação correcta. Ocorreu-me um lamento que ouvi há dias vindo da mesa atrás de mim, no restaurante onde almoço todos os dias, “É pior que uma pide…”. No silêncio que caiu no café só se ouvia a conversa dos 3 homens. Conversa tão normal como eles, mas seria?, “já há muito tempo que não vinha aqui”, “isto está tudo na mesma”, “vamos lá a ver o que é que há aqui” criavam suspeitas de linguagem de código. Todos no café ouviam com atenção, enquanto davam palpites mentais sobre as pistas que descobriam nas palavras dos homens. Às tantas um dos homens disse para a dona do café: “Olhe, se faz favor” – era agora! O café inteiro de olhos postos no homem, um silêncio, respirações contidas. “Embrulhe-me um pastel de nata.” Um suspiro de alívio percorreu os presentes. Regressou o ruído normal do café, os clientes encostaram-se para trás nas cadeiras, os empregados retomaram os pedidos e os homens pagaram e saíram.
Afinal não eram da asae.

Estética Fúnebre

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Já que o lucubre está a marcar o estilo da coisa, falemos de estética fúnebre. É um tema pouco debatido, basicamente porque temos receio dele, fica-se mais perto da morte e isso assusta. Falar sobre decorações funebres é também considerado um acto de mau gosto, daí não ser de espantar o mau gosto global dos nossos cemitérios. É evidente que ninguém diz nada, ninguém comenta que a campa de A tem imenso estilo e que a lápide de B é muito vulgar, ...Como os defuntos habitantes aceitam todo o tipo de ornamentos sem um murmúrio que seja, torna-se um tema de fraca discussão.

Correndo o risco de ser criticada, eu diria que aos falecidos não é dada paz ao nível estético e que a dignidade, discrecção e bom gosto da morte deixam cada vez mais a desejar face aos ornamentos, berloques e pequenos gadgets funerários que se podem encontrar por essas campas fora. As lojas dos chineses, com o seu habitual sentido de oportunidade, são um dos melhores fornecedores a este nível. Velas que não se apagam, anjos a pilhas, corações catrapiscantes e flores tão lindas que até parecem de plástico (as artificiais são agora aconselhadas pelos movimentos ecológicos), cruzes com leds e santinhas fluorescentes contaminam as campas, a dignidade e a elegância sóbria que deveria caracterizar o sítio. Aplacam-se os defuntos como se faz tudo o resto: de forma quantitativa e consumista, cedendo às pressões do modelo mais recente e à inveja da campa da vizinha. Tratam-se as campas como se fossem as casinhas dos mortos, com naperons e paninhos do pó e bibelots. É uma brincadeira num Portugal dos Pequeninos funerário onde falecidos e falecidas são tratados como monos ou miúdos amuados sem vontade de brincar. Sem dignidade e sem espírito de homenagem. Sem respeito e sem reflexão. Ostentatória para os vivos e esvaziada para os mortos. Até há cemitérios virtuais para.... não sei para quê.

Penso que a morte merece mais: há uma paz, um silêncio, uma sobriedade, um monocromatismo a manter. Há uma distância entre vivos e mortos que deve ser respeitada. Temos de aceitar o estado de perfeição e plenitude dos que cumpriram o ciclo e rendermo-nos a essa perfeição e contemplá-la. Rendermo-nos à nossa menoridade e não perturbar o regresso ao pó sereno, a calma fusão dos carbonos, a tranquilidade da terra, doce descanso, paz eterna. Há um Requiem em formato acústico que tem ser ouvido porque a lingua dos mortos não tem palavras. Há um despojamento para ser praticado, para ficarmos mais perto do nada. Um pensamento em silêncio, sem ninguém saber, mais que merecida homenagem, a mais verdadeira de todas. É aqui que reside a beleza da morte. É esta a estética funebre que aprecio.